quinta-feira, 2 de julho de 2009

Políticos com o Parlasul pra última hora,




Mas que raios é o Parlasul?

É o Parlamento do Mercosul, meus amigos-leitores.

O Parlasul é o órgão representativo de âmbito civil da política dos países integrantes do Mercosul: Brasil; Argentina; Paraguai; Uruguai e Venezuela (este último está em processo de adesão). Instalado há dois anos, funciona em caráter provisório. Tem orçamento próprio de 2 milhões de Dolares e até dezembro vai ganhar sede própria, em um anexo do antigo Cassino de Montevidéu, onde está a sede da Secretaria do Mercosul.

A proposta de que cada país-membro tenha representação no Parlasul na proporção da respectiva população é do Brasil.


Na sua primeira etapa os membros foram escolhidos entre os integrantes dos parlamentos nacionais e em sua etapa definitiva, a partir de 2010, os representantes serão eleitos por voto direto e simultâneo dos cidadãos seguindo o critério de representatividade civil.

Em 2010 com nossas eleições nacionais, todos nós brasileiros deveremos eleger, por voto direto, nossos próprios representantes no Parlasul. A fim de que isso aconteça, é imprescindível que novas regras eleitorais sejam aprovadas até o final do mês de setembro de 2009, como a atual legislação eleitoral do Brasil prevê.

Os países-membros do Mercosul decidiram-se, após várias reuniões, por implementar a proporcionalidade eleitoral, em duas fases. Na primeira fase, o Brasil deverá eleger 37 parlamentares, a Argentina 27, o Paraguai 18 e o Uruguai outros 18. Na segunda todos os estados parte do Mercosul deverão eleger seus representantes na mesma data, de acordo com o previsto no Protocolo Constitutivo do Parlamento do Mercosul; no dia do Cidadão Mercosul.

Após 2014, serão eleitos 75 parlamentares brasileiros, 37 argentinos, 18 paraguaios e 18 uruguaios. A Venezuela, só elegerá seus representantes quando se efetivar plenamente como país-membro do Mercosul.

Muitos políticos estão pouco se lixando para o Parlasul

O Sen. Romeu Tuma (PTB-SP) afirmou ontem, 01 de Julho de 2009 na Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul;
Mercosul, Parlasul e derivados não é pauta em seu partido, tal como, tendo em vista do que ele tem noticia, igualmente não é pauta nos 4 maiores partidos do Brasil. E mais, segundo Tuma, a maioria dos políticos sequer sabem o que é Mercosul, e o que ele representa em termo de integração regional.

A pauta dos partidos de fato, 'deve ser' a questão: Como vencerão a crise política, ética e de credibilidade sem reforma política, deveras, com reforma política enfraqueceria bastante os partidos, sobretudo os que se mostram com políticas de monarquia e nepotismo, os mesmos que mais parecem máfias organizadas de que partidos políticos.

A pauta dos políticos como evidente não tem nada a ver com o interesse e necessidade de nosso país. Oras, Preocupam-se muito mais com seus 'umbigos-partidos' de que com uma questão de integridade regional, que mais poder-se-ia dizer; que têm lá algum interesse e assumem compromisso em defender o estado e nação Brasileira, não né?
Neste caso atrapalham até os seus países vizinhos, com tamanha incompetência, egoísmo e ignorância!

Os que se preocupam entendem e trabalham o tema como o Deputado Dr. Rosinha (PT-PR) este fica batendo na tecla: "Os Deputados defenderão interesses do país como um todo, e não apenas regiões.", deste modo, querendo colocar a maioria destas 37 vagas no Parlasul para o Sul, mas sul do Brasil, usando de subterfúgio o argumento de se respeitar as exigências quanto a gêneros e etnias, mas conforme previsto no artigo 6.2 do Protocolo Constitutivo do Parlamento do Mercosul, igualmente dá devida importância à representação Regional.

Dr. Rosinha e alguns Parlamentares Nordestinos e Nortistas: O Parlasul se refere ao Mercosul; Mercado Comum do Sul, da America do Sul, e, não restringe-se à região Sul do país, acordem!

Com tal impasse, surge a necessidade de as eleições serem realizadas à partir de lista pré-ordenada nacional. "Quando surgiu o debate das listas na Câmara ela foi prontamente respeitada. Nós temos agora é que definir uma proposta que seja facilmente compreendida pelo Congresso Nacional e ainda mais facilmente pela população Brasileira", afirmou o Senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS). O maior debate, agora, é sobre como montar essa lista respeitando a representação das regiões do país, dos gêneros e das etnias.

Tudo isso por que querem fazer esta eleição sem reforma política, sem aprovar PECs como a das candidaturas avulsas (21/06) do Senador Paulo Paim (PT-RS), não fazem o devido para os partidos (ou seriam máfias?) para estes não perderem força e destes não serem cortados os tentáculos dos mesmos que estão enraizados a décadas nos 3 poderes deste país na hierarquia de cima a baixo, de baixo pra cima.

Eu NUNCA votaria nesta lista, simplesmente por ela não representar as idéias, o modo de trabalho, a idoneidade, as propostas, até a personaldiade de tal representante, ademais, com tal lista, acabaria votando em um Deputado lá do RS, da baixa da égua, ou então da caixa prego por votar numa coligação, e isso eu considero o cúmulo do absurdo, só voto com voto Direto!

Essa saída pela tangente de voto de lista sem reforma política e sem aprovação de PEC (21/06) e outras só atende aos interesses dos políticos; O não enfraquecimento dos partidos e o ócio improdutivo mas altamente lucrativo. A maioria dos políticos querem que Mercosul se dane, preferem continuarem com suas políticas rurais, com seus currais eleitorais, assim transformando este belo e imenso país, com um potencial monstruoso numa eterna zona agrícola e de exploração, desconsiderando as necessidades sociais sempre ascendentes de seu povo vivendo em uma eterna má distribuição de renda, e mais; só trabalham em função da renda deles próprios, não visam exponenciarlizar as nossas riquezas a nossa renda, e ao mesmo tempo devidamente dividir entre concidadãos.

O que querem? Voto pela lista sem reforma política; o povo vota na lista, eles colocam no cargo quem eles querem, e tudo bem; para eles não muda nada, menos ainda para o povo.


Mercosul minha gente, é o nosso Bloco Econômico, está para a América do Sul o que a União Européia está para Europa. Sua atuação não se restringe à área de livre comércio. No caso do Parlasul trata-se de um órgão legislador, este que terá a função de legislar leis de acordo com as necessidades econômicas e sociais de todo o bloco para sua atuação e manutenção e, à medida que forem surgindo novas necessidades, novas leis a serem legisladas surgirão, leis como, afim de autorizar o trânsito livre de cidadãos, mercadorias e serviços dentro dos países-membros. O Parlasul legisla leis como a que aprova a validade de diplomas dos cidadãos de todos os países integrantes do Mercosul em todo espaço atuante do mesmo. E, muitos políticos simplesmente fazem toda esta cachorrada ao pouco se importarem com o Mercosul, e mais, tantos preocupam-se pura e simplesmente em como se lograrem com isso.

A cada dia que passa o mercado exige cada vez mais conglomerados de blocos, unificações de economias com tributos e legislação trabalhista homogênea, derrubadas de aduanas e subsídios fiscais. Fizeram isso com a União Européia, eis a origem de sua força, a Ásia igualmente se mobiliza, a América do Norte a tempos o faz, o Brasil igualmente a décadas insiste no Mercosul, para este fim foi essencial medidas tomadas pelo FHC em meados da década passada, contudo, o interesse político, o conhecimento público acerca de suas necessidades eminentes claramente decairiam lamentavelmente.


Só lembrando; Como o presidente da representação, Deputado José Paulo Tóffano (PV-SP), falou que as regras precisam ser definidas até setembro para que as eleições possam acontecer em 2010."Se não conseguirmos, até setembro, chegar a um consenso a respeito dessas eleições, nós teremos problemas, porque as regras precisam estar definidas um ano antes das eleições", afirmou. Já contam com cinco propostas para o projeto de lei. "Uma das questões que está bem clara é que a circunscrição é nacional. Não há nenhuma proposta que vá em outro sentido", informou o Deputado Germano Bonow (DEM-RS).

É aguardar pra ver no que vai dar!


Precisamos, lá no Parlasul de um Deputado nosso 'Pernambucano' defendendo a nossa Região, nossa economia como o Pólo Agrícola de Juazeiro/Petrolina; Gesseiro do Araripe; Químico de Suape, tal como o nosso 'Pólo das Confecções do Agreste'. E melhor seria se este fosse eleito sem partido e de forma avulsa, ou seja; ser completamente independente e sem rabo preso a ninguém!


"Mais duas gerações e os chimpanzés chegam ao poder no Brasil. Sem revolução. Pelo voto." ( Reinaldo Azevedo, jornalista.)


Airon Figueirêdo