domingo, 28 de junho de 2009

Minha Casa, Minha Vida: Vem aí o programa da ilusão, do desperdício e do atraso!


O Programa habitacional Minha Casa, Minha Vida visa diminuir o déficit habitacional, contudo, de contrapartida, é um paliativo social e, tendo em vista a Crise Econômica Mundial não é sensato a realização de tal Programa Habitacional, ao menos, não por hora.

Tendo em vista esta crise que nos assola, não é coerente a realização de um projeto de tal magnitude, pois, todos os nossos recursos devem, ou ao menos deveriam ser destinados às pequenas e micro-empresas, escolas técnicas, de fato, existe a verba orçamentária deste ano de se investir 100 Bilhões do BNDS nas indústrias deste país, todavia, tal dinheiro será rateado entre as maiores, as que têm mais ativos terão mais crédito, sobrando migalhas às micro e pequenas empresas. E, a meu ver a Petrobrás não precisa de nenhum empréstimo, tampouco 20% de tal montante, afinal, a Petrobrás é auto-suficiente, ao menos deveria ser, caso não servisse para financiar campanhas de Governadores e indicados à Presidência.

É lamentável a irresponsabilidade de nosso Governo Federal em meio a tal crise, não obstante aos gastos supérfluos, corrupções generalizadas no Executivo; Câmara, e Senado Federal; descendo conforme a hierarquia do poder, parecem que desconhecem uma coisa simples que todos sabem bem: " Em tempos de crise não se gasta com luxos e farras; poupa-se para se manter vivo e mais; se preparar para lucrar quando a tormenta passar!"

Não devemos aceitar a mera condição de sermos apenas país agrário, tudo bem que somos a "Fazenda do Mundo" mas por que não trabalharmos para sermos o melhor que pudermos ser?

O que teremos depois desta crise? Um pais agrário, com certeza!

Se não tomarmos providências enérgicas assim como não investirmos com responsabilidade o nosso capital, em plena Globalização, com mercado externo retomando os ares de crescimento pós-crise; com demasiada procura a bens de consumo em geral, com um mercado imenso para disputar não passaremos do que sempre formos: Um país agrário, ademais, perderemos para os Americanos, Chineses, e Europeus por estes terem responsabilidade nesta crise, e mais; estarem investindo de forma responsável no momento, sobretudo para oferecerem produtos de ponta a preços baixos, pois nesta crise todos exceto o Brasil têm trabalhado para diminuírem custos de produção, de fato, só assim se mantém no mercado, este que dominarão os que sobreviverem nesta crise e mais; dominarem a técnica: "Produtos industrializados de ponta por preços competitivos"... e só se faz isso com investimento na indústria; pesquisa; qualificação de mão de obra; e o mais importante em uma crise econômica: Os nossos recursos sendo bem investidos de forma responsável, tudo o que o nosso Governo Federal não está fazendo..

Trata-se, sem dúvida, de um programa habitacional este que sem dúvida há os poucos bem-intencionados assim como os muitos mau-intencionados como sempre; afim de se promoverem frente à população necessitada e pouco esclarecida, tal como os desvios de verbas que nestes projetos infelizmente mostram-se como práticas corriqueiras.

Eu teria uma boa sugestão para o nosso Governo Federal:

Deveriam usar estes recursos a fim de serem destinados a tais moradias para injetarem diretamente capital na nossa economia, disponibilizando empréstimos à mesma burocracia e taxa de juros à quem gera emprego e renda; Pequenos e micro-empresários; autônomos em geral, assim, sem dúvida alguma, impulsionaria a nossa economia, sobretudo em meio a tal crise, com emprego, com rotatividade de capital na economia, com procura por consumo teríamos a nossa moradia, disso caros amigos-leitores, possam ter a mais absoluta das certezas.

Assim, asseguraríamos não somente emprego e moradia, tal como nos prepararemos para um futuro progressista, para um Brasil-Potência, com força na indústria e comércio interno, ousando lutar no comércio externo com nossos produtos manufaturados como lideramos com nosso aço, alumínio e grãos, por que não?! assim nos livraríamos da mera condição de país agrário para embarcarmos de forma efetiva na Globalização e Modernidade

Essa estória de movimentar a economia à partir do setor de construção civil é falácia. Com tal programa quem ganhará mais serão os donos de empresas de materiais de construção, construtoras em geral, assim como empresários do ramo, além de todos os intermediários em todos estes tramites; geralmente políticos. Ademais, com tal programa a cotação de bens imóveis cairá, de forma sutil, mas cairá, os menos empreendedores acharão bom, os mais conscientes e bem-informados lembrarão bem da crise americana nascida na crise do setor imobiliário. Por sorte irônica o povo Brasileiro não é 'rico' pra ter tantos ativos imobiliários, tal como a nossa burocracia é diabólica quanto a empréstimos, contudo, o investidor do ramo imobiliário sentirá 'a lapada'; aluguéis caindo igualmente aos preços dos imóveis mediante à oferta repentina de imóveis no setor, a não ser os espertos que estão se mobilizando desde já pra arrancarem a sua fatia deste bolo, de forma sórdida, por sinal. (claro se cumprindo o promessa de Um Milhão de Casas, como se promete), como evidente; para o ramo imobiliário seria um favor isto ser apenas conversa fiada mesmo.


Entendo perfeitamente a dor de quem não tem uma casa própria, contudo, compreendo a raiz do problema de tal forma que me sinto na liberdade para afirmar: "Esta não é a solução, é paliativo social, é analgésico, servirá apenas brevemente!
Os poucos merecedores de facto contemplados com tais residências podem ter a certeza da casa, mas continuarão com a incerteza do bem básico elementar à cidadania; emprego, trabalho com renda satisfatória e estável, algo que com ele pagaria perfeitamente um aluguel ou compraria/construiria uma casa a seu gosto.
Só se proporcionaria isto destinando nossos recursos de forma incisiva, honesta, prática e consciente no nosso alicerce; os três setores da economia, ao invés de tentar tapar com uma peneira de palha o teto desta casa sem-teto chamada; 'Necessidade social do povo brasileiro."

Conheço gente aqui na minha cidade que tem negócio próprio, possui Hilux até um Pajero e mora de aluguel. Já pensou você recebendo um empréstimo de 30 mil pra investir na sua pequena fábrica ou abrindo o seu negócio próprio? queria isso ou uma casinha daquelas?
Por Você, por mim, e pelo bem de nosso país e economia mandei um e-mail para cada um dos Senadores da oposição do Governo antes de aprovarem tal projeto.
Pensem bem no exposto aqui por mim, meus concidadãos e amigos-leitores em geral.

Infelizmente, acabaram votando à favor, de certo, a crise ética no Senado foi preponderante em tal votação.

"Não somos uma nação em estado de indigência. Carecemos de boa administração, firme e íntegra, circunspeta e audaz." (Ruy Barbosa)


*Artigo elaborado tendo por base e-mails enviados por mim à oposição do Governo Lula antes da votação de tal projeto. Gentilmente respondidos pelo Excelentíssimo Senador Artur Virgílio (PSDB - AM) Lider do PSDB no Senado.










quinta-feira, 18 de junho de 2009

Representantes do Povo Brasileiro Sem Rabo Preso‏


Em nosso país, disputar um cargo eletivo não é para qualquer cidadão. Ou, pelo menos se esse cidadão não for filiado a algum partido político. Isto é o que chamam de 'monopólio de representação', assegurado pelo artigo 14, parágrafo 3°, inciso V da Constituição Federal Vigente. Ali se estabelece uma filiação político-partidária como condição para elegibilidade. Mas a proposta de emenda constitucional (PEC 21/06) apresentada pelo Senador Paulo Paim (PT-RS) está em debate no Senado afim de mudar isto e instituir as chamadas 'candidaturas avulsas'.


Como regra a ser adotada, a possibilidade dos chamados 'candidatos independentes' concorrerem a mandatos eletivos, em maior ou menor grau, por nove de cada dez democracias mundiais, países desenvolvidos como Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália esta que conta com dois Senadores eleitos de forma avulsa, tantas nações da África, e até em regimes fundamentalistas como o Irã. O tema ganha atenção por incluir no debate questões como o fortalecimento ou enfraquecimento dos partidos, ampliação da participação do eleitor na vida pública e a maior representatividade nas instituições políticas.

Nesta quarta-feira 17/06, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) deveria decidir novamente sobre o tema, ao votar a proposta de emenda constitucional (PEC 21/06) apresentada por Paulo Paim (PT-RS) e assinada por outros 30 senadores. Por volta de dois meses atrás, o placar foi desfavorável à iniciativa. Na Câmara, a medida não entrou na lista de itens "consensuais" da reforma política que hoje tramita na Casa. Uma PEC (229/08), do deputado Léo Alcântara (PR-CE), aguarda votação na CCJ. O parecer do relator, deputado Geraldo Pudim (PMDB-RJ), recomenda a aprovação.

Esta seria a chance dos movimentos sociais

Paulo Paim sintetizou no plenário o motivo principal em sua decisão de apresentar a proposta, que teve como ponto de partida os recentes escândalos de crise política e ética no país.

- "Desejo dar espaço e maior credibilidade aos movimentos sociais. A proposta não inviabiliza os partidos, apenas contempla uma parcela da população que necessita ser representada. Essa já é uma prática normal em países como Itália, Israel e Estados Unidos."

Na opinião do senador, o Congresso Nacional deveria analisar com muita atenção a PEC porque ela pode representar uma aproximação com os eleitores.

- "Trazemos uma proposta nova em que a flexibilização possibilita que os sistemas políticos contemplem maior abertura à participação da sociedade. Isso contribui para que representantes políticos e sociedade civil possam aproximar-se."

Autor de PEC semelhante já derrotada na CCJ (autorizando candidaturas avulsas apenas para as eleições majoritárias), o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) reforça os argumentos de Paim.

- "Os indicadores da insuficiência dos partidos para a tarefa da representação são reveladores. A abertura de novos canais para a manifestação da vontade dos eleitores, como a possibilidade de candidaturas avulsas, é, na verdade, mecanismo de fortalecimento do sistema representativo."



Disto depende a reforma política a qual o mundo, sobretudo o Brasil tanto precisa


Oras! Fala-se tanto em Democracia, em reforma política e ainda há Senadores com pensamento atrasado acerca de algo elementar não só à Democracia, assim como à reforma política que o Mundo, sobretudo e mais que tudo, reforma esta que o nosso Brasil Precisa.


Que Democracia é esta que para ser representante do povo é preciso ser de A ou B, e assim ter o rabo preso com um destes?

E quanto aos cidadãos que não se identificam com ideologias ou o costume e política Monárquica de A ou B; Ficam sem representação?


O que estagna, corrói, corrompe, torna uma Democracia Falsa entre outras coisas é esta Dualidade inconcebível que temos, esta que acarreta em 'alternâncias de poder', estas alternâncias que são a maior razão das coisas sempre serem como são, sobretudo políticos sentirem-se donos da máquina e das instituições públicas, pois, ficam alternando no poder; pedem aos céus para o seu grupo adversário fazer um péssimo governo afim de ter um plano de governo e 'reformas' a serem feitas, e assim o cidadão e sociedade quem mais sai perdendo.


É inadmissível em uma Democracia estarmos atolados até o pescoço com políticas arbitrárias de nepotismo, de Monarquia, esta a palavra Monarquia, pois, o que fazem não só à nossa Democracia assim como a todas as esferas públicas é tão somente uma Monarquia, esta que por clarividência tantos querem a manter, assim se obstruindo ao progresso, contudo, o preço é o atraso, os interesses privados e pessoais em detrimento dos públicos; do cidadão e sociedade.


Claro, sabemos como funciona a política; O manda-chuvas dos partidos quem mandam em todo o resto, sobretudo nos que devem favores a estes partidos, estes partidos que os 'colocaram' lá por meio de acordos e 'apoios' sejam financeiros, sejam a influência e 'indicações' em suas campanhas, ou seja; Mesmo que o eleito a cargo público queira 'reger-se por si mesmo' não pode o fazê-lo, pois, deve favores, por estes que é demasiado cobrado sempre em detrimento dos interesses do cidadão, sociedade e bem-comum o qual foi eleito para defender.


Para por um fim nisto é de suma importância tal emenda; (PEC 21/06), não apenas para pôr fim a este Jogo Diabólico, assim como para deixar os eleitos pelo povo reger-sem por si mesmos, afim de terem maior liberdade para agir como devem: Em defensoria dos direitos, interesses da nação e território, ou seja; executar plenamente o seu papel.


Além disso para novos políticos ingressarem na política e sem O Rabo Preso é elementar a aprovação de tal Emenda Constitucional.
A fim de evitarmos e coibirmos os vícios da política devemos quebrar esta regra, assim, asseguraremos uma Democracia 'mais plena', tal como o verdadeiro progresso de nosso país com uma efetivação de nossa Democracia, plenamente justa, se não este ideal, ao menos teremos mais recursos para o realizar!


Fico estupefato ao ver Liberais votando contra tal emenda, pois, eu me considero muito mais conservador que estes ditos liberais, estes que tomam tal postura monárquica. Concordo com eles em alguns pontos, exceto o neo-liberalismo econômico e social por exemplo. Defendo direitos com deveres e liberdade autorizada por responsabilidades, defendo a Democracia plena e não esta Democracia dos Bandidos a qual temos, sou contra revoluções, estas que por serem impostas abruptamente nos faz perder se não todas, ao menos muitas coisas boas, sobretudo a liberdade de vivermos em Democracia; Harmonia, respeito e soma entre diferentes. No entanto, os liberais, e tantos que outrora fizeram revoluções em pró da Democracia, hoje ao rejeitarem esta PEC tomam uma atitude tão arcaica, tão conservadora que não cabe em nosso século XXI.

Uma das maiores razões de o Nosso Brasil está estagnado politicamente, socialmente, entre outros, é por conta de muitos de nossos políticos estarem obsoletos, de fato, até para políticos deveria haver prazo de validade, se não dos políticos ao menos de suas idéias, estas que devem ser evoluídas de acordo com seu tempo, principalmente; de acordo com as necessidades de seu povo em seu tempo, de nossa nação e país em seu contexto histórico atual.

Sou conservador; Defendo evoluções para melhorarmos tudo o que temos de bom, e nos livrarmos do inútil, vil e imprestável. Sou totalmente contra revoluções, estas que extirpam de forma abrupta todo o mal, mas, de contrapartida, fazem perder-mos se não todas as coisas boas, ao menos a maior parte delas.


Só tenho que louvar e agradecer ao Excelentíssimo Senhor Senador Paulo Paim por tal iniciativa em tal projeto, não apenas por mim; Mero cidadão Brasileiro que deseja participar ativamente e efetivamente da política de seu país, mas por todos nós; Povo Brasileiro, o qual merece e precisa de uma Democracia plena, esta que com certeza, se aprovada esta emenda, terá como uma das razões este grandioso projeto de sua autoria, e mais, não obstante à necessidade da Democracia, trata-se igualmente da reforma política imprescindível para a mesma.

Igualmente defendo a democratização da propaganda político-partidária por meios eletrônicos: Internet; Orkut; Twitter; Youtube, para assim todos terem o direito de usar uma mídia abrangente a custos irrisórios.

Trata-se de um projeto de suma importância ao nosso país, tal como à nossa Democracia, pois, continuando este 'Governo de Rei', com alternâncias do poder com todos os vícios que advém das mesmas, com a degradação em todos os segmentos sociais, com certeza, mais cedo ou mais tarde acontecerá outra revolução, talvez igual à de 64; mais uma vez a população civil irá às ruas, os cidadãos, a familia, a sociedade assim dirá um basta, pedindo mais uma intervenção militar, se não uma verdadeira guerra civil. Serão radicais como em toda a revolução; "Para acabar com a Democracia dos Bandidos, acabarão com toda ela, como o decepar de um membro por conta de um câncer, este que pode ser tratado se não por quimioterapia, radioterapia, igualmente com fé e amor".


A fim de evitar toda esta dor e sofrimento além de perdermos a nossa Democracia por completo, nada mais sensato de que a tratarmos com fé e amor, mas para a tratarmos assim devemos a tratar igualmente com carinho, assegurando as suas necessidades, necessidade como esta sua PEC por exemplo, assim como sermos enérgicos nestas 'encisões' que devem ser feitas a este membro; Democracia tão importante em nosso corpo; Povo e Estado Brasileiro.


Em Democracia deve-se somar com diferentes, não subtrair-se por calar, omitir, tampouco corromper, se deixar corromper e ou oprimir.

A nossa reforma política afim de assegurar e sedimentar uma Verdadeira e plena Democracia, integridade nacional e constituição de nosso Estado necessita diretamente desta (PEC 21/06).




"Quanto mais bem constituído for o Estado, tanto mais os negócios públicos sobrepujarão os particulares no espírito dos cidadãos." (Jean-Jacques Rousseau)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Qual é o melhor: Digital ou Analógico? (CD/MP3 ou Vinil)



Vinil VS CD/MP3



Os discos de goma-laca de 78 rotações, foram substituídos pelo LP. Depois o CD tomou o lugar de destaque do LP, pois teve ampla aceitação devido sua praticidade, seu tamanho reduzido e som livre de ruídos. A propaganda do CD previa o fim inevitável do LP, que é de manuseio difícil e delicado.

Certos entusiastas defendem a superioridade do vinil em relação às mídias digitais em geral (CD, DVD e outros). O principal argumento utilizado é o de que as gravações em meio digital cortam as freqüências sonoras mais altas e baixas, eliminando harmônicos, ecos e batidas graves e "naturalidade" e espacialidade do som. No entanto estas justificativas não são tecnicamente infundadas, visto que a faixa dinâmica e resposta do CD não supera em todos os quesitos as do vinil.

Os defensores do som digital argumentam que a eliminação do ruído (o grande problema do vinil) foi um grande avanço na fidelidade das gravações. Os problemas mais graves encontrados com o CD no início também foram aos poucos sendo solucionados. O sucessor do CD, o DVD-Audio, oferece fidelidade superior ao CD, apesar de sua baixa penetração no mercado a início.

Até hoje se fabricam LP e toca-discos, que ainda são objetos de relíquia e estima para audiófilos e entusiastas de música em geral.

Uma curiosidade: o disco de vinil não precisa de um aparelho de som propriamente para ser "tocado". Experimente colocar o disco rodando na vitrola, sem áudio, com as caixas de som desligadas. Você conseguirá ouvir o disco, pois seu princípio de funcionamento se baseia na vibração da agulha no sulco (espiralado, como um velodromo, tendendo ao infinito como uma linha reta) dentro das ranhuras, que nada mais são do que a representação freqüencial do áudio em questão.


Temos a mania de citar o LP em vinil como o exemplo de som analógico. No entanto teremos de citar também os gravadores profissionais etc... que possuem um som estupendo!

Tecnicamente o som analógico é superior, pois consegue traduzir com a máxima perfeição todo o espectro e, principalmente, sua complexidade.

A indústria do disco e dos aparelhos, está ganhando uma "nota" com os CDs e os aparelhos de baixa qualidade (ninguem percebe). Um CD custa entre 3 e 7 vezes o preço de um vinyl antigo e um aparelho de som hoje, custa 3 a 20 vezes o que realmente vale.

O que faz o CD ser inferior ao vinil?

O som é quase infinito na sua amplitude. A informação digitalizada em 0's e 1's não pode conter toda essa informação porque se o fizesse cada CD levaria meia dúzia de minutos de música. Assim sendo, o que é feita é uma AMOSTRAGEM digital, isto é, selecionam uma amplitude determinada (no caso do CD, 44 ou 48 kHz) e é só isso que vai para o CD. Todo o resto é cortado. Todo o resto.

Quando se ouve um bom vinil ouve-se TUDO o que a banda gravou. Tudo o que eles ou elas queriam que nós ouvissemos. Um mau vinil terá praticamente tudo também, simplesmente não com a clareza e o brilho original. Eis o som analógico.

Os seres humanos, até que se prove o contrário, são analógicos, não são 'digitais', e por isso reagem melhor ao som analógico. Se ouvir o mesmo álbum, nas mesmas condições e com material de igual qualidade, muito provavelmente preferirá ouvir em vinil. Testes 'cegos' (isto é, sem que os testados soubessem qual era o CD e qual o vinil) tiveram os resultados que se esperaria - a grande maioria das pessoas prefere o vinil. O som em vinil é quase sempre descrito como mais 'quente' e mais 'profundo'. O som digital, quando comparado com o analógico, é descrito usualmente como mais 'frio' e 'linear'.

Por fim, e apesar de ser uma razão talvez menor, há que referir o trabalho gráfico. Um LP é ENORME, e a capa do disco é GRANDE. As fotos dos ídolos são MAIORES e as letras não ficam em corpo 8!

Qual a diferença entre gravação Analógica e Digital?

Som analógico: Ondas sonoras são as oscilações do ar, que vão variando ao longo do tempo de acordo com as características dos sons. Um microfone as reconhece, por uma membrana, e cria uma corrente elétrica que varia de forma análoga (semelhante) a elas. Essa corrente é o sinal elétrico, analógico, do áudio. Esse sinal passa pela mesa e outros circuitos e entra num gravador. O cabeçote recebe o sinal elétrico e vai magnetizando a fita enquanto ela passa, de acordo com a voltagem do sinal de entrada. As partículas metálicas que cobrem a fita vão mudando de posição, de acordo com o maior ou menor magnetismo. Para tocar a fita, ocorre o inverso: quando ela passa diante do cabeçote, este reconhece o magnetismo das partículas a cada instante, recriando o sinal elétrico, que segue pelos circuitos até ser transformado novamente em som mecânico (vibrações do ar) pelo alto-falante.

Som digital: O gravador digital recebe o mesmo sinal elétrico, mas ele entra primeiro num conversor analógico-digital (AD). O conversor “redesenha” a onda sonora, medindo a variação da amplitude em milhares de pontos por segundo. Essa imensa lista de volumes é gravada na fita ou num disco magnético ou ótico como bytes de computador (dígitos). Para reproduzir o som, o cabeçote lê a fita ou o disco e envia esses dados a um conversor digital-analógico (DA) que liga os pontos e transforma de novo essas informações em sinal elétrico

Veja algumas opiniões de DJ's, sobre as vantagens e desvantagens
do CD, em relaçao ao bom e velho LP:

Por que um disco de vinil (LP) é melhor que um CD?

DJ Cascão
"Em primeiro lugar o vinil tem melhor qualidade que o cd. Segundo é muito mais fácil de se manusear sendo que o cd é digital. Particularmente eu prefiro tocar com vinil. Mas no momento não estou podendo (falta dinheiro) Se as casas noturnas aqui no Japão investissem um pouco em material resolveria o problema."


DJ Cobra
"não acho que o vinil seja melhor que um cd. é claro que para a maioria das pessoas o formato do cd é muito mais prático e conveniente que o 12" (vinil), afinal com o cd você pode ouvir as músicas e carrega-las para qualquer lugar sem muito esforço. Já para um dj o vinil é eterno! é um instrumento que não saiu de moda, pelo contrário. com o vinil o dj tem a oportunidade de mostrar suas habilidades e técnicas de mixagens com muito mais intensidade do que num cd. Para se tocar com vinil são necessárias as pick ups (vitrolas), aparelho de muita precisão e que possibilita infinitos recursos para o dj contagiar a multidão! A atenção do dj tem que ser maior quando estiver usando o vinil, pois o manuseio deste é manual e mecânico, ao contrário do cd, ou seja, você tem que estar sempre atento pois não dispõe de mecanismos que auxiliam na visualização do andamento da música. Para se melhor entender: o vinil está para o dj assim como the Beatles estão para a história do rock!"


DJ Fofão
"O vinil é melhor porque além de ter um grave melhor que o cd,não tem perigo da música pular igual o cd caso estiver riscado,o cara tem que pegar o vinil na mão,sentir a música mas a geração de hoje só querem saber de CDR que é lamentável, resumindo o cd é o seguinte:é a mesma coisa que vc dar o maior foda da sua vida e não ver a cara da pessoa,já no vinil você toca,passa a mão,sente e vê a cara dela. "


DJ Ken
"Bom, primeiro que a freqüência de graves de um vinil nem se compara com a de um CD, e vinil é vinil. Todo DJ adora tocar com um vinil. Aliás, um DJ de verdade sabe tocar com vinil. Hoje em dia tem muito DJs novos que não sabem nem como começar a mixar com um vinil. Eu também toco muito com CDs mas nunca abandonarei o vinil. "The real Dee Jay plays vinyl", já vi essa frase em algum lugar hahahaha... Acho que era em uma camiseta..."


DJ Piu Jack
"Para nós Dj`s, que aprendemos a "tocar" com vinil basicamente, é o que vira, pois o disco de vinil 12" (ou o 12 "inch"- polegadas) como chamamos, vem somente com um ou no máximo dois títulos de música, e na hora de procuramos uma música, só de olhar para a capa do vinil, nos vem toda a construção da música na cabeça, assim como qual versão que há no disco, e etc... Sem falar na praticidade do vinil ser muito mais rápido de se fazer o "acerto", pois você coloca o disco acha o ponto e ainda pode dar uma conferida na música... Tem o tal do "gingado da mão" que é o movimento de vai e vem que fazemos com o vinil, na hora de acertar o ponto, que é muito gostoso. Com o vinil, nós literalmente manipulamos a música... ao contrário do Cd, que tem que se apertar botões p/ se fazer algo..."


DJ Roger
"Em primeiro lugar, a questão da qualidade é indiscutível. O vinil (single para DJ) além da satisfação de tocar com as MKS, te dá mais segurança. O CD tem uma qualidade diferente que no meu ponto de vista ainda não se iguala ao de 12" que ainda é o mais apropriado para uma casa noturna!"


DJ Ronaldo Gasparian
"Essa é uma questão polêmica. O vinil não é melhor ou pior do que o CD, os dois têm suas vantagens e desvantagens. O importante é que o DJ se sinta confortável e seguro com o formato que ele resolveu trabalhar. Se mixar com vinil para você for mais fácil, vá em frente. Se o CD for mais acessível, não hesite. O importante no final é fazer a galera dançar, não é?"

Analógico X Digital


É indiscutível a superioridade do som de um vinil, já que é analógico, mas mesmo assim, muita informação original é perdida, por causa do material usado: o vinil. Não existe um material que guarde informações analógicas perfeitamente, pois todas elas são limitadas pelo tamanho da molécula do material. O vinil é um policarbonato excelente para isso, pois é fácil de se contruir cadeias dele, e tem um tamanho de molécula bem pequeno, além de fácil moldagem, resistência e durabilidade. Mas algumas informações, que só são reproduzidos pelos instrumentos originais, são perdidas por irregularidades do material. Já no CD, são informações digitais, com uma amostragem de 44,1 KHz, e uma resolução de 16 bits, ou seja, cada segundo de música de um CD, equivale a 44100 pedaços de informação de 16 bits. Cada pedaço desse equivale a um ponto, entre 65536 pontos possiveis, de amplitude. O conversor D/A, ou digital para analógico, faz uma interpolação desses dados, na geração do sinal elétrico analógico, o que permite uma
reconstrução do som. Ela é, claro, incompleta, mas relativamente boa.
O ouvido humano é capaz de perceber sons da faixa de 20 Hz a 20 KHz, e estudos demonstraram que a amostragem deveria ser um pouco superior ao dobro da faixa de percepção, no caso 20 KHz. Perceba que o telefone tem uma amostragem de 11,25 KHz, já que a voz humana, principal som transmitido em um telefone, fica na faixa de de 5 KHz.
Também é indiscutível a qualidade que tínhamos nos encartes e arte da capa dos álbuns em vinil.
Infelizmente, como todo meio de armazenamento analógico, o vinil sofre deteriorações com o tempo, além de sempre termos que limpar o vinil antes de tocar para não desgastar a agulha e não ter os cliques no som, causado por poeira e outras sujeiras no disco. Também tínhamos que trocar as agulhas de tempos em tempos, pois elas gastavam. Além disso, o viníl necessitava de um espaço enorme para guardarmos todos eles, eram grandes e pesados.
Já o CD revolucionou a indústria fonográfica por seu tamanho e capacidade. Quem imaginava que poderíamos ter 74 minutos de música em apenas um lado de um disco. Isso trazia mais possibilidades, como músicas maiores do que 23 minutos, que era limitado pelo tamanho do disco de vinil. Várias obras de música clássica eram interrompidas, necessitando a troca do lado do disco. Tudo isso, sem contar que o meio digital ótico de armazenamento é bem
mais duradouro. Veja que uma fita cassete ou VHS perde qualidade a cada regravação, um vinil gasta a cada utilização. O tempo é o pior inimigo deles.
Como você vê, existem vários prós e contras em cada tipo de armazenamento e o mais fácil sempre leva vantagem, mesmo que com menos qualidade. O que você espera que uma dona de casa, ou qualquer pessoa comum queira em um formato de áudio? Facilidade de utilização. Colocar na gaveta e
dar play, e para passar a musica, um simples apertar de botão. Já uma pessoa especializada quer qualidade, não importa como. Um DJ, ou um produtor musical querem qualidade de áudio. E hoje em dia, alguns vinis tem preço maior do que vários CD's, e existe uma dificuldade tremenda em se achar discos de vinil, pois várias gravadoras pararam de produzí-los, principalmente as grandes. Veja que mais uma vez o formato fácil ganha de um formato com mais qualidade. O MP3 é um formato de áudio compactado com perdas, tendo menos qualidade do que um CD, e, consequentenmente, muito menos
qualidade do que um vinil. Mas eu posso escutá-lo em qualquer lugar, a qualquer hora.



Coluna interessante na BBC Brasil.com:
Ivan Lessa: A volta do vinil

Ivan Lessa

"Era um ritual simples e gostoso. Você tirava o bichinho da capa, punha no prato da vitrola, pegava a pequena alavanca do braço (ou pick-up), virava para o lado que queria (78 ou 33 e 45) e, com cuidado, deixava pousar no sulco do disco.

Daí ficava curtindo o som gordo e amigo. E, às vezes tinha uns estalinhos ou chiado. Igualzinho à vida. E tome polca, com ou sem Adelaide Chiozzo. Ou valsa, samba, chorinho, fox-trot, Bach, Beethoven, Mozart.

Nessa desordem que chamam de progresso, se fué o vinil. Digitalizamo-nos. Viramos vítimas das “armas espertas” daqueles que manobram a tecnologia das indústrias.

Fomos invadidos como um Iraque e nos deram até o relativíssimo poder de decidir nossa constituição. Contanto, é lógico, que não fosse analógica e em vinil.

Não satisfeitos, tacaram o MP3. Nome que bem define o torpedo arrasador que nos acabou com a vida. Nem vou falar das capas dos LPs. Uma arte que também acabou.

Capinhas dos 45 rotações, agora chamados de singles, como corretores safados registrados com nome falso em motel, também dava para virar arte. Bastaria imaginação e engenho.

Tudo acabado, como cantava Dalva de Oliveira. Mas acabado mesmo?

Não é o que informa a BPI, ou seja, a Indústria Fonográfica Britânica (eles morrem de vergonha desse “fonográfica”). O vinil está voltando. Feito Madonna, para ficar numa comparação desagradável porém inteligível ao grande público.

Dizem os números que as vendas dos singles aumentaram em 87,3%. E mencionam o cidadão Paul Weller que vendeu 55,44% em CD e 38,56% em vinil. Que bom para o vinil. Tanto se me dá o tal de Weller.

Por fim, a HMV, a maior rede de lojas de discos do Reino Unido, vem se gabando de que nunca vendeu tanto vinil quanto neste ano, agora, neste século que nos põe para rodar na vitrola. Ou fonógrafo. Ou toca-discos. Ou aparelho de som. Qualquer coisa. Contanto que seja em vinil.

Um dia, ainda chegaremos a Artie Shaw, Charlie Parker, Sarah Vaughan, por aí. Tudo em vinil."

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2005/11/051130_ivanlessa.shtml



Dicas para conservar seu Vinil:


Guarde seus vinis em pé;

Lave-os uma vez por ano: lave com água e um pouco de detergente
depois seque-o e passe, sempre na direção
em que ele toca, uma solução de água e
álcool, metade água metade alcool; isso irá
tirar a estática do vinil proporcionando um
som limpo como foi gravado.

Esqueça os plásticos: Aquele plástico que envolve o vinil, se puder
substitua-os por feltro.

Tirar arranhado: Passe bombril no local arranhado, sempre na direção que
ele toca, bem de levinho, depois esfarele grafiti, o bombril
irá diminuir o arranhado e o grafitte refazer o caminho por
onde passa a agulha.


Dedicado a todos os audiófilos em geral, sobretudo aos entusiastas do bom e velho Vinil. :)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A verdade o Libertará: Há de se considerar fanatismo como libertação?!

Traduzi essa música "in memorian", dos jaz enterrados vivos, estes que "deixaram de viver", quando começaram a ignorar a própria existencia, isto quando ignoram seus desejos, suas paixões, isto que é o combustível do ser humano, gera uma felicidade ao contrário de um alucinógeno por meio de fanatismos, estes cristãos que vivem agora em função de verdades absolutas impostas, não ouvem "música do mundo" como esta, música internacional, principalmente ROCK é coisa demoníaca, o que não conseguem ver é uma coisa simples, talvez o fanatismo cegue seus olhos, assim como, sua percepção.
Não conseguem ver, entender, assim como, conhecer e amar a verdade, esta que os libertará.

Spinoza explica o que viria a ser a verdade (atribuída pelo Cristo), cristãos hoje em dia não sabem o que vem a ser "a verdade", Nietzsche afirma que o cristianismo morreu na cruz e em parte tem sua razão, alguém discorda disso?
É isso mesmo, os cristãos de hoje em dia , não têm a mínima idéia do que é "a verdade", isto em grande parte devido não somente à ignorância mas também a serem fanatizados por meio de "verdade absolutas" impostas, muitas destas proferidas por padres e pastores.

A verdade; "amar o próximo como a ti mesmo", é tão difícil assim de compreender isso?
É tão dificil assim deixar de lado o preconceito e ouvir uma música "do mundo", "do Diabo" como essa?

Essa música aqui que simplesmente, mostra a verdade; "amar o próximo como a ti mesmo, e entrarás no reino dos céus" ou seja, Verdade: amar as coisas por sua essência, isto é, amar TUDO por sua essência, esta que está em tudo e em todos, numa árvore, num ser de outra espécie, no seu irmão e semelhante, outro ser humano... Reino dos céus na terra; um céu=paz ; viver em harmonia e paz, povos, jovens e idosos, maridos e esposas, negros e brancos, homem e natureza. Temos a mesma essência, somos iguais, somos irmãos "reino dos céus" não é cidade de ouro, é paz interior e harmonia entre semelhantes, seres humanos.

Muitos destes que consideram-se pessoas sem-fé, ou se resignam à sua adoração e devoção, tantos destes "músicos do mundo" ironicamente estão construindo "a ponte"!

A todos vocês ignorantes guiados por guias cegos:
"Tudo o que vós quereis que os homens vos façam,fazei-lho também vós!"
(Jesus Cristo) Mateus 7:12
Já ouvira dizer?

Título da Música: Building the Bridge - Construindo a Ponte
Artista: Reo Speedwagon






De pai para filho, de marido para esposa
De irmão para irmão, do negro ao branco
Vivendo juntos, diminuindo a distância
Procurando algo comum em cada coração humano
Tudo fica próximo, para todos nós
É, assim, nós começamos

Estamos construindo a ponte
Uma pequena pedra em um momento
Com muito amor
E alguma ajuda "de cima"
De seu coração para o meu

Há uma terra de justiça, cidades cheias de orgulho
A montanha da esperança, apenas do outro lado
Através de um rio de indiferença, e um vale de desespero
Há uma torre de coragem, penetrando através do ar
Eu tenho um sonho para os nossos filhos, eu quero os ter lá...

E nós estamos construindo uma ponte
Uma pequena pedra em um momento
Com muito amor
E alguma ajuda de cima
De seu coração para o meu

Ao buscar a compreensão
Na medida que aprendermos a perdoar
Quando abrirmos as nossas mentes
Quando nossas palavras são verdadeiras, assim:
Estamos construindo a ponte

P.S: Não é preciso se aglomerar, tampouco fazer baderna em templos para louvar e agradecer a Deus por tudo que se tem, é na discrição, na intimidade que está a mais sincera devoção, afinal, o templo de ouro está dentro de nós, e não num monumento de pedra e cimento levantado pura e exclusivamente no intuito de lograr intento de certos pastores gananciosos, estes que nada fazem além de alienar os seus fiéis por meio de fanatismo visando exclusivamente Lucro, e nenhuma 'salvação' como se deveria ser.

No mais, está aí acima um exemplo de verdadeira salvação, (ao menos o que o Cristo pregara de todo o seu bom coração).


Airon Figueirêdo